Críticas são críticas

Críticas são críticas, e só você pode dizer se possuem caráter construtivo ou não. O tom de um julgamento depende, principalmente, do ouvido daquele que está sendo julgado.

Critique de alguma forma alguém com o ego muito inflado, arrogante, provavelmente a receptividade será zero, espere um gesto nada delicado.

Agora repita o feito, porém com alguém mais sóbrio, mais modesto, mais realista, ou mais íntimo. Por mais que o nível do comentário seja mantido, o indivíduo se inclinará a uma interpretação positiva.

Essa ideia de “não aceite críticas de quem nunca construiu nada”, ao meu ver, é falha. Aceite! Aceite todo e qualquer tipo de crítica. VOCÊ cresce, o crítico barato provavelmente não.

Partindo do que foi exposto, penso ser mais vantajoso fazer uma interpretação positiva da coisa. É a máxima “tudo tem um lado bom”. É óbvio que, eventualmente, mandaremos alguém pro inferno após ler um comentário totalmente sem nexo, mas é um caminho a ser evitado, estresse gratuito.

Já ouvi críticas do tipo “Tá uma merd@! Refaça!” e concordei simplesmente por partir de pessoas que eu admirava ou possuía mais proximidade. E longe de querer passar a imagem humildão perfeito, pois também já ouvi opiniões com tons sóbrios e não soube aceitar, infantilidade minha, admito.

Vejo toda uma geração de chorões, vitimizam-se com facilidade, não possuem preparo psicológico para opiniões contrárias e cercam-se das mesmas pessoas para compartilharem elogios baratos, rasos e falsos. É um círculo fechado para mendigarem e doarem alimento para os egos frágeis.

É primordial lembrar que nem todo mundo estará pronto para um choque de realidade, para ser apontado, para ser avaliado, existem situações que são meramente inconvenientes. Você tem que saber quando falar e como falar. É um dilema que exige sensibilidade, como já disse em outra ocasião.