Arrepender-se de algo? É claro que não, mas…

Possivelmente o orgulho e o medo de errar nos estimula a dizer o contrário, mas falar que não nos arrependemos de nada é jogar fora todo o amadurecimento como pessoa que adquirimos, em tese, ao longo dos anos…

Olhar uma situação passada com a cabeça de hoje e pensar que faria diferente é um caminho natural para pessoas que mudaram de alguma forma. Lamentável é pensar hoje com a cabecinha limitada que possuía 10 anos atrás.

Mas eu não diria que errei, não chega a tanto, vivi da forma que era possível e tomei as atitudes que a minha experiência permitiu. A impossibilidade de mudar o passado desvia-me de arrependimentos, ou ao menos afasta-me de usar essa palavra.

Não há meios para saber como teria acontecido, não há como ter experimentado algumas opções de vida e voltar para seguir o “caminho certo”. Verdade seja dita, com o tempo o melhor caminho surge para quem trilhou os caminhos difíceis da vida.

A questão basilar é que está feito, e depois de feito arrependimento algum muda o seu passado. Que seja válido para reavaliar o seu eu de hoje, evitar que algumas situações se repitam, mas sem o choro da lamentação.

Somos humanos, e o ser humano é essencialmente falho. Vive o que é possível viver naquele momento. Buscar uma existência perfeita, sem arrependimentos, é até possível, a impossibilidade encontra-se em alcançar esse objetivo.

Assunto chato, eu nem queria escrever…

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Ayslan Alves
Bacharel em Direito pela Universidade Tiradentes, Especialista em Direito Público, Especialista em Direito Constitucional Aplicado, Especialista em Direito Penal e Processual Penal e Pós-graduando em Tribunal do Júri e Execução Criminal. Atuante na área de Segurança Pública desde 2014, com diversos cursos pela SENASP (Análise Criminal, Crimes Cibernéticos, CIAI, COI, Gerenciamento de Crises, Identificação de Armas de Fogo, Investigação Criminal, Mediação de Conflitos, entre outros).