Os opostos se atraem?

Quem nunca ouviu a frase “os opostos se atraem”? É uma grande mentira, ou, até pode ser verdade, mas o resultado dessa equação não é nada positiva e duradoura. A relação até pode ser prolongada por um dos elos, sempre o mais fraco, até porque o outro lado estará lucrando algo, não necessariamente vantagem financeira, com a relação e será vantajoso, por um tempo (até a fonte secar).

Mas as pessoas mudam, não é?! Não! As raízes, os valores e princípios mais profundos tentem a permanecer ali. O que muda são as folhas, aquela parte mais superficial, os meios para atingir os fins que sempre foram objetivados.

E como saber que é meu oposto? Simples! Olhe os objetivos, as metas, o estilo de vida, aquilo que definem como qualidade e como defeito. É algo inescondível (queria usar essa palavra), ou até camuflável, mas não a longo prazo.

Um leão, animal ativo, agressivo, que se impõe, até que sente atração pela zebra, animal passivo, que aceita a grama que cresce ali e só, mas o resultado da breve relação não vale nem como experiência para a pobre zebrinha.

Talvez hoje você seja a zebra, servindo de alimento para alguém que vai apenas sugar e depois partir para a próxima; talvez você seja o infeliz leão medroso (medroso, pois um leão que se presa procura uma leoa), procurando uma relação onde consiga impor submissão para aumentar o seu ego, pois foge de algo mais desafiador.

Suas relações sociais, principalmente amorosas, não seguem a lei física de Coulomp: os opostos não se atraem!

Os opostos se distraem; os dispostos se atraem.